A Criatividade na Sala de Aula por Glorinha Aguiar

terça-feira, janeiro 11, 2011 7:47

Ando pensando muito sobre o poder da tecnologia nos ambientes escolares e na sociedade como um todo. Ultimamente ando pesquisando a respeito em livros, vídeos, matérias, artigos…  Estou cada vez mais interessada em mergulhar nesse tema.

Como educadora, acredito muito na “parceria” entre a tecnologia e a criatividade. Em contrapartida, é importante compreender a importância desse trabalho em conjunto, para que os resultados sejam atingidos em sala de aula.

Na semana anterior troquei vários e-mails com uma nova colega educadora, Glorinha Aguiar. Especialista em Educação Criativa, ela descreve dicas e experiências importantes. Aproveito para agradecer sua gentileza em nos enviar o artigo, contribuindo com todos os leitores do PedEduca.

Enquanto isso continuarei nas minhas pesquisas sobre tecnologia…

Boa semana!

Juliane Cursino

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A CRIATIVIDADE NA SALA DE AULA

É POSSÍVEL PROMOVER UM ENSINO MAIS CRIATIVO?

Reflexão:- “A verdadeira dificuldade não está em aceitar idéias novas, mas em escapar das idéias antigas” (John Maynard Keynes).

Considerando que, nas pesquisas mundiais de qualidade de ensino, o Brasil está nos últimos lugares, nós professores precisamos ter a coragem de mudar a nossa metodologia tradicional (que os alunos chamam de decoreba) que não funciona mais com a Geração Internet Século XXI e descobrir a riqueza da Educação Criativa.

E isso só poderá acontecer se o professor DESEJAR MUDAR participando de cursos de criatividade NA PRÁTICA. Mas…

-O que quer dizer Educação Tradicional?

-O que quer dizer Educação Criativa?

EDUCAÇÃO TRADICIONAL É AQUELA QUE:-

- obriga o aluno a decorar o ponto, escrever na prova, mesmo que esqueça tudo logo depois.

- o aluno fica sentado muitas horas, ouve em silêncio, decora tudo e repete do jeito que o professor quer;

- humilha o aluno nas avaliações valorizando os enganos, fazendo cair sua auto-estima;

- que é formada por duas classes:- a dominante que sabe tudo (o professor) e a dominada que não sabe nada (o aluno).

EDUCAÇÃO CRIATIVA É AQUELA QUE:-

- o professor propõe uma atividade criativa (lúdica e motivadora com um pequeno conteúdo embutido) e o grupo, entra em ação procurando fazer o melhor que pode;

- o grupo é colocado em situação-problema para buscar soluções criativas, dando idéias, ouvindo sugestões dos colegas e do professor, pesquisando nos livros, internet ou na vivência de cada um;

- na atividade criativa todos trabalham com a riqueza das diferenças provocando reflexões, descobertas e conclusões;

- nos debates os alunos perdem o medo de falar na hora certa, defender suas opiniões, escrever, dialogar, pensar a respeito do que ouviu, pesquisar e anotar, ler e entender, interagir com os colegas e o professor, cantar, dançar, desenhar, teatralizar…;

- desenvolve as três características da Criatividade, tão necessárias na escola, na família e na vida:- originalidade, flexibilidade e fluência;

- trabalha com três personagens que cada aluno tem dentro de si:- o gigante, a criança e o filósofo que são capazes de fazer maravilhas;

- desenvolve a comunicação afetiva fazendo da sala de aula uma Fábrica de Amigos;

- cria outro tipo de disciplina pondo o aluno em ação. Indisciplinado é aquele que fica sentado, em silêncio, só ouvindo;

- transforma a sala de aula num laboratório onde descobrem o prazer de estudar, de ler, de compreender, de crescer…

- após a atividade, cada aluno comenta os objetivos que foram atingidos e os filósofos que foram vivenciados (baseados em listas oferecidas pelo professor).

CONCLUSÃO:-

1 –Professores de todas as disciplinas podem trabalhar com criatividade em qualquer faixa etária. O que muda é o conteúdo, a metodologia e o comportamento do professor;

2 –Professores de escolas públicas ou privadas podem fazer maravilhas sem precisar de recursos sofisticados.

3 – A aprendizagem interdisciplinar acontece naturalmente. Os alunos poderão recriar a atividade para conteúdos de outras disciplinas e diferentes faixas etárias.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:-No Brasil, o professor recebe formação acadêmica para “ensinar o ponto” e, nas escolas,  é cobrado para que faça isso muito bem. Poucos usam a criatividade. O PROFESSOR É MUITO IMPORTANTE NA SALA DE AULA… e não pode apenas transmitir o conteúdo. Educação é muito mais do que “decoreba”! Acredito que essa mudança só será possível se o professor participar de TREINAMENTOS COM TÉCNICAS CRIATIVAS.

Glorinha Aguiar

Monitora de cursos de Educação Criativa

Contatos:- glorinhaaguiar@uol.com.br

Para refletir…

quarta-feira, janeiro 5, 2011 7:41
Postado na Categoria Alunos, Educadores, Família

Bom dia a todos!

Acordei hoje muito disposta para trabalhar e realizar novos projetos pessoais e profissionais. O dia está propício, pois não está chovendo – há quatro dias chove em São José dos Campos sem parar – e também não está aquele sol escaldante. Para mim, o tempo faz muita diferença em meu dia a dia, pois ele me inspira.

Como de costume, acessei o site da UOL e me deparei com um artigo do Içami Tiba muito bom.

Mês de janeiro, mês de férias, é sempre bom refletir sobre o que passou e planejar novas propostas.

Boa reflexão!

Abraços

Juliane Cursino

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Família fechada para balanço

Por Içami Tiba

Ninguém vê nenhuma placa em nenhum lugar com a mensagem: “família fechada para balanço”.

Para começo de conversa, o que acontece dentro da família interessa somente a ela mesma. É o que pensa a maioria das pessoas. Para complicar, muitos ainda pensam que a vida de cada um diz respeito somente a si mesmo.

Não existe nenhum ranking oficial que classifique as melhores famílias, nem entidades que as premiem.

O que não é raro acontecer são os reconhecimentos de uma entidade, comunidade e/ou associação com agradecimentos às famílias que tanto fizeram para ajudá-las, ou mesmo ouvir comentários da vizinhança sobre como aquela família vai bem, “olha o carro que eles compraram”.

Pode haver admiração, inveja ou os dois ao mesmo tempo.

Em paralelo, uma parte pequena, a mais espiritualizada, procura fazer um retiro espiritual, sabático, uma espécie de fechado para balanço individual, por meio de isolamentos, caminhadas, meditações, comidas frugais e sons monásticos.

Famílias com crianças pequenas gostam de viajar nas férias e passar junto o maior tempo possível.  Já é um bom começo, mas ainda não significa fechado para balanço, pois os lugares escolhidos são, em geral, parques de diversão, praias, montanhas, cruzeiros, resorts, ou seja, locais que proporcionam diversão em conjunto. A proposta dessas famílias é para uma convivência diferente da doméstica, cheia de diversões para crianças e cansaços para os pais que mais agem e atuam do que conversam. Pelo menos estão juntos, conhecendo-se mais, favorecendo, ou não, o fortalecimento dos vínculos familiares.

Famílias com filhos adolescentes ou adultos jovens têm que mudar suas propostas, pois cada um agora escolhe uma programação de férias que nem sempre coincide. Na melhor das hipóteses, formam-se dois grupos: o dos pais com filhos pequenos e o dos filhos maiores ou cada um com sua turma…

Pois é exatamente o momento oportuno para uma família se fechar em si, seja onde for, em casa, em um hotel, em um sítio. A proposta é simples: cada um conta exatamente como foi o seu ano, quais foram os resultados das empreitadas próprias, realizações pessoais, frustrações e sucessos inesperados, vitórias e derrotas conseguidas, satisfações e insatisfações pessoais, desejos realizados ou não. Também vale identificar acertos e erros cometidos, carências não preenchidas, perdas e danos sofridos, lucros e ganhos auferidos, ajudas fornecidas e recebidas, situações interessantes, riscos desnecessários, alegrias e prazeres usufruídos, benefícios e malefícios praticados e recebidos, presentes e favores trocados, objetivos e metas atingidos ou não e outros tantos itens que tiverem vontade de falar. É uma iniciativa semelhante à de rever o posicionamento de uma loja em balanço.

Este balanço todo não pode ser feito sozinho? É claro que pode, mas esta é a primeira etapa do balanço familiar: falar de si mesmo para os outros familiares. Isso permite trocar informações valiosas. Assim eles têm como saber e participar, aprofundar e fortalecer o relacionamento, pois é a intimidade que facilita o amor e o companheirismo familiar.

A segunda parte é abordar os itens relacionados com cada um dos outros familiares. Veja: a ideia não é fomentar brigas, críticas, competições, confrontos, mas fortalecer a família cujo papel é servir, apoiar, confiar, ajudar, orientar e aconselhar uns aos outros. Assim a família poderia ser a equipe afetiva mais forte e satisfatória constante na vida de cada um dos seus integrantes.

Tudo depende do critério utilizado para a compreensão do que seja uma família.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/colunas/icami_tiba/2010/12/21/familia-fechada-para-balanco.jhtm, 05/01/2011, 9h02.

Dez mandamentos para ser feliz em 2011 – Roberto Shinyashiki

segunda-feira, janeiro 3, 2011 13:09
Postado na Categoria Educadores, Família

Ao invés de ficar refém daquela lista de promessas difíceis de cumprir…

Que tal começar 2011 de uma forma mais leve?

Suba no palco da felicidade e seja o protagonista de uma história regada com doses de tranquilidade e alegria!

Seguem aqui 10 mandamentos para você ser feliz em 2011.

1- Curta mais a sua companhia

Aprenda a viver feliz mesmo sozinho. Convide um amigo para ir ao cinema, mas se não encontrar alguém disponível vá com a pessoa mais fascinante do mundo: você mesmo.

2- Tenha alto astral

As pessoas competentes são aquelas que conseguem manter uma postura positiva mesmo nos momentos mais difíceis. Ficar com cara carrancuda, só piora a situação e não ajuda na resolução dos problemas.

3- Viva com paixão

Procure estar por perto de pessoas com alegria de viver e manter-se afastado de indivíduos baixo astral, aqueles que secam até arruda e pimenteira.

4- Cuide bem do seu corpo

Alimentação, sono e exercícios são fundamentais para uma vida saudável. Lembre-se, o seu corpo é o seu templo. Gostar de você mesmo, significa gostar dos outros e deixar as portas abertas para que gostem da gente também.

5- Invista em você todos os dias

Nós somos arquitetos da nossa personalidade. Quando a pessoa nasce Deus lhe dá um potencial infinito que poucas aproveitam. Pense em si mesma e trabalhe firme. Ser o cocriador de si é o maior desafio da vida.

6- Celebre as vitórias

Compartilhe seu sucesso com pessoas queridas. Mesmo as pequenas conquistas devem ser celebrada com alegria. Grite, chore, encha-se de energia para os próximos desafios.

7- Tenha uma vida espiritual

Conversar com Deus é o máximo, especialmente, para agradecer as dádivas recebidas. Mantenha o hábito de rezar antes de dormir, é bom para o sono e melhor ainda para a alma. A oração e a meditação são forças de inspiração.

8- Crie tempo para as pessoas importantes da vida

Filhos, maridos, pais e irmãos são as pessoas que vão estar com você nos melhores e piores momentos da sua vida. Embora eles não pareçam tão importantes na correria do dia a dia, são eles que darão força para continuar.

9- Tenha amigos vencedores

Campeões falam de e com campeões. Perdedores só tocam na tecla perdedores. O diz-me com quem andas, continua válido, mais do que nunca.

10- Diga adeus para quem não lhe merece

Alimentar relacionamentos que só trazem sofrimento é uma forma cruel de masoquismo. Não deixe que relacionamentos inconsistentes atrapalhem sua vida. Se você tiver um marido em casa que não esteja usando: empreste, venda, alugue, doe para uma instituição de caridade, enfim, deixe o espaço livre para um novo amor.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/robertoshinyashiki_ser_feliz.htm

Uma linda mensagem de Carlos Drummond de Andrade…

quinta-feira, dezembro 30, 2010 7:47
Postado na Categoria Cursos

Desejos

Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

2011!

terça-feira, dezembro 28, 2010 13:24

Fonte: http://www.google.com.br

Queridos amigos,

há tempos não escrevo. Não porque me desinteressei  ou algo do tipo, e sim porque estou em um ritmo frenético. O ano de 2010 foi ótimo, muitas conquistas, muitas surpresas, mas muito, muito trabalho. Estou indo para uma nova fase, não, não vou mudar de emprego e nem de vida, mas estamos a três dias do Ano Novo e sempre gosto de parar, pensar e refletir sobre minha vida pessoal e profissional.

No trabalho, já arrumei as gavetas e os armários. Já comprei uma agenda nova e agora estou planejando o ano que está por vir. Costumo escrever algumas metas e uma delas será fazer um post no PedEduca uma vez por semana, no mínimo. É sempre época de mudar, de inovar, de viver coisas novas… Esse ano até twitter criei para mim: @julianecursino

2010 foi um ano muito bom e tenho certeza que 2011 será ainda melhor.

Agradeço a minha família, amigos e alunos pelo carinho, respeito e por sempre estarem próximos a mim, mesmo com os obstáculos (entra ano, sai ano, e eles continuam) que a vida nos coloca.

Para o blog estou pensando em algumas novidades, mas ainda estou planejando todas elas. Vou compartilhar uma com vocês. Não vou somente postar comentários sobre a educação, vou colocar um pouco sobre minha experiência como educadora, sobre minha vida, sobre a Juliane. Quero poder compartilhar mais minhas experiências e vivências. Acredito que será uma grande aprendizagem, principalmente para mim.

Desejo a todos um ano maravilhoso, com muita paz, alegria e realizações. Sucesso hoje e sempre!

Um caloroso abraço,

Juliane Cursino

Vamor lutar por um mundo mais justo?

quinta-feira, julho 1, 2010 9:36
Postado na Categoria Eventos

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Brincadeiras x Bullyng

quinta-feira, maio 20, 2010 12:20

Fonte: http://1.bp.blogspot.com/_4OzRz0hdc3w/SrRLslHwA-I/AAAAAAAAH-w/-TG7IoGqlGQ/s400/BullyingBirds_flash.jpg

Ao ler essa matéria hoje, confesso que fiquei surpresa com a decisão do  juiz.

Como educadora, posso dizer que a prática do bullying[bb] faz “estragos” na vida de um adolescente ou de uma criança. Porém, temos que nos atentar para que decisões como essa não virem modismo. Isso é preocupante!

Alunos se falam, brincam entre si o tempo todo. Na faculdade, vejo brincadeiras que por muitas vezes julgo infantis. Saber diferenciar brincadeiras de bullying não é tarefa fácil.

Para os pais, que estão de fora do ambiente escolar, fica claro a prática, afinal não gostamos de “brincadeiras inconvenientes” com os nosso filhos,  não é mesmo?

Mas o que é negativo para os pais, pode  não ser para um educador, que está acostumado com tais comportamentos.

Vale refletir sobre o assunto. O mais importante disso tudo é não prejudicar ou rotular nenhum dos alunos envolvidos. Pois nesse momento, ambos sofrem com as brincadeiras dos colegas.

O que acham??

Abraços.

Juliane

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Pais de estudante terão que indenizar vítima de bullying

Um estudante da 7ª série de um colégio particular de Belo Horizonte foi condenado a pagar uma indenização de R$ 8 mil pela prática de bullying – atos de violência psicológica[bb] e física, intencionais e repetidos – contra uma colega de sala. Em decisão publicada hoje, o juiz Luiz Artur Rocha Hilário, da 27ª Vara Cível da capital mineira, julgou razoável o valor da indenização por danos morais e considerou comprovada a existência de bullying contra uma adolescente, parte requerente no processo. A defesa dos pais do estudante informou que irá recorrer.

Na ação, a aluna do colégio Congregação de Santa Doroteia do Brasil relatou que, em pouco tempo de convivência escolar, o colega de sala passou a lhe colocar apelidos e fazer insinuações. As “incursões inconvenientes”, afirmou, passaram a ser mais frequentes com o passar do tempo. Os pais da menina alegaram que procuraram a escola, mas não obtiveram “resultados satisfatórios”. Além de indenização por danos morais, a estudante requereu a prestação, pela escola, de uma orientação pedagógica ao adolescente, o que foi negado pelo magistrado.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas, Marco Aurélio Garzon Moreira Cesar e Jacqueline Alves Moreira Cesar, pais do adolescente, afirmaram no processo que há uma “conotação exagerada e fantasiosa” sobre a relação existente entre os menores. O casal classificou os episódios como brincadeiras entre adolescentes, que não poderiam ser confundidas com a prática do bullying. E afirmaram que o menor, após o ajuizamento da ação, também sofreu danos morais, passando a ser chamado de “réu” e “processado”.

Atitudes inconvenientes

O juiz, porém, considerou comprovada a existência do bullying, ressaltando que a discussão envolvendo a prática é nova no âmbito judicial. “O dano moral decorreu diretamente das atitudes inconvenientes do menor estudante, no intento de desprestigiar a estudante no ambiente colegial, com potencialidade de alcançar até mesmo o ambiente fora do colegial”, afirmou na sentença. “As brincadeiras de mau gosto do estudante, se assim podemos chamar, geraram problemas à colega e, consequentemente, seus pais devem ser responsabilizados, nos termos da lei civil.”

O advogado Rogério Vieira Santiago, que representa os pais do adolescente, classificou a decisão como “absurda” e “fora da prova dos autos.” Ele disse que a decisão não poderia ser divulgada pelo TJ mineiro e acredita que a responsabilidade por qualquer comportamento deveria ser atribuída ao colégio. “Se por acaso algum comportamento ruim houve do menino, pior ainda é da escola privada, de classe alta. Se alguém fez, alguém permitiu”.

Segundo Santiago é “muito simples eximir a escola”. “Os pais não ficam agarrados com os filhos o dia inteiro. Você entrega à escola. Ela é que tem o dever de zelar pela integridade física e moral dos meninos intramuros”. No processo, o representante do colégio declarou que todas as medidas consideradas pedagogicamente essenciais foram providenciadas.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/05/20/pais-de-estudante-terao-que-indenizar-vitima-de-bullying.jhtm

Para refletir…

sexta-feira, maio 14, 2010 11:32

Postura

sexta-feira, maio 14, 2010 11:24

 

Vejo essa imagem e me pergunto: De quem é a culpa? Dos pais ou dos educadores?

É possível montar um artigo, defender uma tese e até mesmo fazer um congresso para discutir essa imagem.

O que acham? Opinem!

Saudações.

Juliane Cursino

Síndrome do Perter Pan…

sexta-feira, maio 14, 2010 11:15

Fonte: http://biasayao.files.wordpress.com/2009/10/1peter_pan800x600.jpg

Olá caros colegas!

Hoje acordei cedo, com o corpo doendo devido ao frio que passei ontem. Sempre me arrependo, mas por muitas vezes prefiro colocar uma roupa da qual imaginei no dia anterior, e mesmo que o dia H esteja frio, insisto com a roupa (nada quente) que pensei anteriormente. Resultado de tudo isso… as vezes passo muito frio e as vezes passo muito calor. Quantas vezes, mesmo sabendo que no colégio teria um evento, e que certamente eu andaria muito, subiria e desceria escadas, mesmo assim, ia com salto 10 e agulha. Muitos achavam loucura, mas passava o dia feliz, pois era daquela maneira que eu queria estar. Coisas de mulher!

Bom… vamos lá.

Deparei-me pela manhã com uma reflexão da Rosely Sayão:

 

Juventude e maturidade

O relacionamento dos pais com os filhos adolescentes não tem sido fácil. Além da fase complexa pela qual os jovens passam e que os leva a agir de modo diferente do que seus pais estavam acostumados – e que deixa os adultos um pouco perplexos e sem ação-, a situação está ainda mais difícil por causa de nossa cultura em relação à juventude.

Ser jovem deixou de ser uma etapa da vida para se transformar em um estilo de viver. Isso significa que, quando a criança entra na adolescência, ela passa a se relacionar com adultos iguais a ela, ou seja, tão jovens quanto ela. Na questão educativa, esse é um fato complicador. A adolescência é o tempo de amadurecer, mas, se os pais não ajudarem o filho a entrar na maturidade, ele continuará a agir de modo infantilizado.

Todos conhecem jovens que estudam e… só. No restante do tempo da vida, eles consomem, frequentam festas, namoram e desfrutam da sexualidade, jogam, ficam na internet. Em resumo: eles estudam sob uma enorme pressão de êxito não apenas por parte da família como de toda a sociedade e permanecem prisioneiros de seus caprichos impulsivos.

Para muitos, esse é o momento de buscar desafios para evitar o tédio que se instala nesse tipo de vida. Alguns encontram as drogas, outros desafiam a morte por meio de, por exemplo, esportes radicais, outros se dedicam exaustivamente ao culto do corpo perfeito e muitos outros ficam doentes. O índice de suicídio entre jovens tem crescido no mundo todo, inclusive no Brasil. Aqui, tem aumentado a taxa que envolve a população entre 15 e 29 anos de idade.

Isso significa que eles precisam muito dos pais nesse momento da vida. E o que seus pais podem fazer?

Em primeiro lugar, podem bancar o lugar de adultos perante o filho adolescente, não esmorecer nem tampouco desistir, por mais árdua que a tarefa educativa pareça. É preciso lembrar que pode ser difícil, mas impossível não é, como tenho ouvido muitos pais declararem.

O filho precisa da ajuda dos pais, por exemplo, para aprender a retardar e mesmo suspender o prazer que busca, para saber dividir seu tempo entre várias atividades e obrigações, para se abrir para as outras pessoas e buscar modos de viver bem com elas. Precisa de auxílio também para colaborar com o grupo familiar e para dar conta de várias outras responsabilidades consigo mesmo e com os outros, para desenvolver virtudes e para, sempre que conjugar o verbo “querer”, aliar a ele outros dois: o “dever” e o “poder”.

Para tanto, os pais precisam aprender a ceder algumas vezes e a ouvir o que seu filho diz – seja por meio de palavras, seja por atitudes. Ouvir não significa atender, mas considerar a dialogar e a negociar. E essa talvez seja a palavra chave do relacionamento entre pais e filhos dessa faixa etária.

Negociar conflitos e demandas com o filho é uma maneira de os pais o ajudarem a perceber que ele pertence a um grupo que segue alguns valores e princípios que são inegociáveis, mas que, ao mesmo tempo, reconhecem o crescimento do filho e, por isso, valorizam sua busca de autonomia. Mas essa negociação deve priorizar a exigência do desenvolvimento de sua maturidade.

A responsabilidade dos pais é grande nesse momento da vida do filho e não apenas com a família e com ele próprio. Afinal, são esses jovens adolescentes que serão os responsáveis por nosso futuro bem próximo.

Categoria: Folha Equilíbrio

Escrito por Rosely Sayão às 10h09

Fonte: http://blogdaroselysayao.blog.uol.com.br/arch2010-05-01_2010-05-15.html, acesso em 14/05/2010, às 7h

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Como educadora, vejo esse comportamento com muita freqüência, e prefiro pensar na solução e como modificar tal situação, do que pensar o porquê isso acontece.

Nós professores temos que nos atentar para essa situação, pois por muitas vezes já presenciei professor com pensamentos e comportamentos de adolescentes. Pode parecer um absurdo, mas isso acontece muito e em todos os lugares e regiões. Já  precisei atender aluno e professor, e ambos se competiam o tempo todo na minha frente. Momento delicado, pois naquela hora, naquela ocasião, o professor precisava e deveria se comportar como educador e não com um aluno.

Reflitam sobre tudo isso! Leiam sobre a síndrome do Peter Pan, “síndrome do homem que nunca cresce”.

Um grande abraço.

Juliane Cursino