Multiplicando…

segunda-feira, fevereiro 6, 2012 20:54

Fonte: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.brasilescola.com/upload/conteudo/images/avaliacao-600x434.jpg&imgrefurl=http://educador.brasilescola.com/orientacoes/avaliacao-para-inclusao.htm&usg=

 

Tive o privilégio de assistir uma palestra do ilustre professor Vasco Moretto. É sempre muito bom escutar educadores envolvidos e preocupados em compartilhar experiências positivas. Penso, inclusive, que não foi uma palestra e sim uma grande roda de conversa.

Outro grande momento foi ganhar o livro PROVA – UM MOMENTO PRIVILEGIADO DE ESTUDO, NÃO UM ACERTO DE CONTAS, autografado em meu nome pelo Vasco.

Como sabem, não estou lecionando para a educação básica. Atualmente sou consultora pedagógica e professora no curso de Pedagogia. Meu contato direto hoje acontece com os diretores, coordenadores e professores. Presencio várias situações quando o assunto é PROVA. Alguns professores já possuem uma visão “moderna” deste conceito, outros ainda acreditam na prova como o único instrumento de medir o que o aluno aprendeu e o que ele não aprendeu.

Ainda estou terminando de ler o livro, porém gostaria muito de já compartilhar com vocês esta obra, para quem sabe no futuro, discutirmos sobre ela.

Uma parte me chamou muito atenção, quando Vasco coloca que não há muitas pessoas no mundo como Pelé, Gustavo Kuerten, Mozart, Ayrton Senna. Na realidade, todos eles foram competentes porque treinaram muito, isto é, desenvolveram suas habilidades específicas por força de sistematização com repetição de ações… Mas o que importa, sobretudo, não é apenas a repetição sem significado, e sim aquela que demonstre conhecimento específico além do saber fazer.

Trata-se de uma pequena citação, mas que fiz questão de citar para que vocês fiquem curiosos e como eu, iniciem a leitura.

Enquanto educadores temos que refletir sobre a avaliação enquanto construção de conhecimento.

Assim que eu terminar de ler, voltamos a conversar.

Abraços.

Juliane Cursino

@julianecursino

Tive o privilégio de assistir uma palestra do ilustre professor Vasco Moretto. É sempre muito bom escutar educadores envolvidos e preocupados em compartilhar experiências positivas. Penso, inclusive, que não foi uma palestra e sim uma grande roda de conversa.

Outro grande momento foi ganhar o livro PROVA – UM MOMENTO PRIVILEGIADO DE ESTUDO, NÃO UM ACERTO DE CONTAS, autografado em meu nome pelo Vasco.

Como sabem, não estou lecionando para a educação básica. Atualmente sou consultora pedagógica e professora no curso de Pedagogia. Meu contato direto hoje acontece com os diretores, coordenadores e professores. Presencio várias situações quando o assunto é PROVA. Alguns professores já possuem uma visão “moderna” deste conceito, outros ainda acreditam na prova como o único instrumento de medir o que o aluno aprendeu e o que ele não aprendeu.

Ainda estou terminando de ler o livro, porém gostaria muito de já compartilhar com vocês esta obra, para quem sabe no futuro, discutirmos sobre ela.

Uma parte me chamou muito atenção, quando Vasco coloca que não há muitas pessoas no mundo como Pelé, Gustavo Kuerten, Mozart, Ayrton Senna. Na realidade, todos eles foram competentes porque treinaram muito, isto é, desenvolveram suas habilidades específicas por força de sistematização com repetição de ações… Mas o que importa, sobretudo, não é apenas a repetição sem significado, e sim aquela que demonstre conhecimento específico além do saber fazer.

Trata-se de uma pequena citação, mas que fiz questão de citar para que vocês fiquem curiosos e como eu, iniciem a leitura.

Enquanto educadores temos que refletir sobre a avaliação enquanto construção de conhecimento.

Assim que eu terminar de ler, voltamos a conversar.

Abraços.

Juliane Cursino

@julianecursino

O “novo” olhar do Educador para as mudanças…

segunda-feira, fevereiro 6, 2012 19:21

 

Colegas Educadores,

Primeiramente, excelente ano a todos vocês.

Meu marido postou esta imagem em uma das redes sociais que utilizo e me chamou muito atenção. É claro que sabemos que isso acontece e que os alunos pensam desta forma, mas alguns professores ainda possuem muitas resistências. Quebrar paradigma já não é algo inovador, passou a ser fundamental.

Pensar em estratégias que facilite a aprendizagem dos alunos é hoje um fator da qual precisamos refletir. Nossos alunos nasceram no mundo digital, portanto, não se contentam com teorias tradicionais e monótonas, eles esperam de nós um posicionamento diferente em sala de aula. Não é mais possível entrar em sala e ter o mesmo comportamento de anos atrás. Os alunos esperam mais, muito mais e precisamos estar atentos, até mesmo para que o nosso trabalho seja efetivo.

Um livro muito interessante que recomendo a vocês é o Geração Y de Sidnei Oliveira. Reflitam sobre as características dos nossos alunos e como nós podemos modificar as estratégias em nosso ambiente de trabalho. Percebam que são os nossos alunos.

Abraços.

 

Juliane Cursino

@julianecursino

Uma temática atual para a formação dos professores

quarta-feira, fevereiro 1, 2012 12:54

Caros colegas!
Iremos iniciar o ano escolar, em função disso considero de extrema importância abordar um assunto no que concerne à profissão docente, ou seja, suas competências.
Perrenoud, afirma que competência é “a capacidade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, atitudes, informações etc) para enfrentar um tipo de situação” (PERRENOUD, 2000, p.15).

1ª. Competência: Organizar e dirigir situações de aprendizagem
Essa competência faz com que o professor –
• Conheça, para determinada disciplina, os conteúdos a serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem;
• Trabalhe a partir das representações dos alunos;
• Construa e planeja dispositivos e sequências didáticas;
• Envolva os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento.
(PERRENOUD, 2000, P. 17)

2ª. Competência: Administrar a progressão das aprendizagens
Nessa competência é abordada a necessidade da prática, na realização do trabalho docente, tais como:
• Conceber e administrar situações-problema ajustadas ao nível e às possibilidades dos alunos;
• Adquirir uma visão longitudinal nos objetivos do ensino;
• Estabelecer laços com as teorias subjacentes às atividades de aprendizagem;
• Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem de acordo com uma abordagem formativa;
• Fazer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão.
(PERRENOUD, 2000, p. 42).

3ª. Competência: Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação
Aqui, o autor desperta o professor em sua criatividade, nas situações de aprendizagens – significativas e motivadoras.
• Administrar a heterogeneidade no âmbito de uma turma;
• Abrir, ampliar a gestão de classe para um espaço mais vasto;
• Fornecer apoio integrado, trabalhar com alunos que apresentam grandes dificuldades;
• Desenvolver a cooperação entre os alunos e certas formas simples de ensino mútuo.
(PERRENOUD, 2000, p. 57).

4ª. Competência: Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho
Nessa competência, ele nos mostra que o aprendiz tem o desejo e vontade de aprender.
• Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com o saber, o sentido do trabalho escolar e desenvolver na criança a capacidade de autoavalição;
• Instituir um conselho de alunos e negociar com eles diversos tipos de regras e de contratos;
• Oferecer atividades opcionais de formação;
• Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno.
(PERRENOUD, 2000, p. 69).

5ª. Competência: Trabalhar em equipe
Nessa competência, o autor suscita que a cooperação, estreita as relações e integra todos os atores na comunidade escolar.
• Elaborar um projeto em equipe, representações comuns;
• Dirigir um grupo de trabalho, conduzir reuniões;
• Formar e renovar uma equipe pedagógica;
• Enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas profissionais;
• Administrar crises ou conflitos interpessoais.
(PERRENOUD, 2000, p. 82).

6ª. Competência: Participar da administração da escola
Faz parte da escola e da organização, os trabalhos burocráticos.
• Elaborar, negociar um projeto da instituição;
• Administrar os recursos da escola;
• Coordenar, dirigir uma escola com todos seus parceiros;
• Organizar e fazer evoluir, no âmbito da escola, a participação dos alunos;
• Competência para trabalhar em ciclos de aprendizagem.
(PERRENOUD, 2000, p. 95).

7ª. Competência: Informar e envolver os pais
Para o autor, é uma palavra de ordem.
• Coordenar reuniões de informação e de debate;
• Realizar entrevistas;
• Envolver os pais na construção dos saberes.
(PERRENOUD, 2000, p. 120).

8ª. Competência: Utilizar novas tecnologias
Novas ferramentas – novas maneiras de comunicação.
• Utilizar editores de textos;
• Explorar as potencialidades didáticas dos programas em relação aos objetivos do ensino;
• Comunicar-se à distância por meio da telemática;
• Utilizar ferramentas multimídia no ensino.
(PERRENOUD, 2000, p. 126).

9ª. Competência: Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão
Condição sine qua non para o exercício da cidadania.
• Prevenir a violência na escola e fora dela;
• Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais;
• Participar da criação de regras de vida comum referentes à disciplina na escola, às sanções e à apreciação da conduta;
• Analisar a relação pedagógica, a autoridade e a comunicação em aula;
• Desenvolver o senso de responsabilidade, a solidariedade e o sentimento de justiça.
(PERRENOUD, 2000, p. 143).

10ª. Competência: Administrar sua própria formação contínua
O conhecimento é construído a todo o momento – é um processo contínuo.
• Saber explicitar as próprias práticas;
• Estabelecer seu próprio balanço de competências e seu programa de formação contínua;
• Negociar um projeto de formação comum com os colegas;
• Envolver-se em tarefas em escala de ordem de ensino ou sistema educativo;
• Acolher a formação dos colegas e participar dela.
(PERRENOUD, 2000, p. 158).

Congresso Saber 2011 – São Paulo

quinta-feira, julho 28, 2011 10:03

Sempre participo do Congressso Saber, é uma excelente oportunidade de troca, conhecimento e capacitação. A programação 2011 está magnífica. Participem!

Abraços.

Juliane Cursino

Dia do Amigo!

quarta-feira, julho 20, 2011 9:34
Postado na Categoria Cursos

Fonte: http://www.google.com.br

 

Ótimo dia a todos!

A manhã começou bem, recebi alguns e-mails de pessoas queridas, grandes amigos.

Nunca me considerei boa amiga, sempre fui muito ausente. Por muitas vezes não ligo na data de aniversário, não ligo para jogar conversa fora, sou bastante displicente. Há vários motivos: muito trabalho, falta de tempo, entre outras “desculpas” que posso aqui descrever só para me “defender”. Estou aqui escrevendo e relembrando dos amigos que acabei deixando pelo caminho. Como sinto falta deles, mas consigo recordar todos os momentos.

Após tantas falhas, de uma me orgulho. À de me entregar totalmente para uma amizade. Quando gosto, gosto de verdade, deixo de fazer por mim, para fazer para outro. Sempre fui assim.  Desde passar uma cola, para a amiga da escola, até me desdobrar para atender uma necessidade da uma amiga querida e fiel. Sou do tipo que deixo de fazer por mim para fazer aos amigos. Sempre fui assim, e muitas vezes sou criticada por isso. Mas me orgulho, e se tem algo há mudar, não será isso, com certeza!

Posso aqui citar todos os grandes amigos que tive, de todos os apuros e alegrias que passei com cada um deles. E uma coisa é fato, se faço, faço por prazer, sem esperar nada, nada em troca. Que saudade!

Eu só sei que nunca é tarde para fazer uma ligação, para convidar para um café, para se reconciliar com um amigo que na ocasião te fez sofrer por algum motivo, nunca é tarde para uma amizade verdadeira.

Feliz Dia do Amigo!

Segue uma matéria da UOL muito interessante:

 

Oito benefícios que a amizade traz para sua vida

Até a ciência comprova as vantagens de ter amigos de verdade

por Letícia Gonçalves

Como um flashback, tente relembrar os momentos mais marcantes que você já viveu. Na maioria deles, quem estava do seu lado? Certamente, aqueles que você pode chamar de amigos. Escolhidos a dedo ou impostos pelo acaso, eles servem de combustível para enfrentarmos desafios do dia a dia, dividindo experiências boas e ruins.

“A amizade é uma das formas de aprimoramento do ser humano”, afirma a psicóloga Marina Vasconcelos. Ela rompe as fronteiras do preconceito e torna-se essencial, seja entre colegas, vizinhos, pais e filhos, irmãos, namorados ou marido e mulher. E o seu corpo agradece: ter amigos traz benefícios tanto para a saúde mental como física. Confira oito vantagens de cultivar sempre seu círculo social:

 

Risco menor de doenças
Pesquisas confirmam: seu corpo fica mais imune a problemas de saúde. Pesquisadores da Universidade de Chicago, nos EUA, identificaram que pessoas muito solitárias ao longo da vida tendem a ser mais indefesas, ter noites ruins de sono e sofrer mais com as complicações enfrentadas ao longo da vida, como o estresse. Outro estudo americano, publicado no Journal of the American Medical Association, apontou uma relação entre solidão e o risco maior de ter doença de Alzheimer.

Vida mais longa
Seus amigos mal devem imaginar, mas a presença deles melhora 50% a chance de você viver mais. O dado vem de pesquisadores da Brigham Young University, nos EUA, que analisaram 148 estudos feitos durante sete anos e meio. Segundo eles, quem passa grande parte da sua vida sem interações sociais tem um prejuízo relacionado à longevidade que pode ser comparado a fumar cigarros todos os dias, ser alcóolatra ou ser obeso.

Mais otimismo no seu dia a dia
A felicidade é contagiante e a comprovação vem de um estudo da Universidade de Califórnia e de Harvard, nos EUA. Durante duas décadas, cinco mil pessoas foram analisadas. Como resultado, a probabilidade de sorrir mais para a vida cresceu em até 60% nos participantes que conviviam com pessoas alegres. É um efeito dominó: se você é otimista, a chance de seu amigo e até do amigo do seu amigo também ficarem felizes é muito maior.

Saúde para o coração
Vínculos afetivos estimulam as emoções positivas, certo? Essas emoções, por sua vez, influenciam nos batimentos cardíacos. Um estudo que durou dez anos, da Universidade Columbia, nos EUA, mostrou que pessoas normalmente felizes, entusiasmadas e satisfeitas têm menos chance de serem depressivas e apresentam um risco 22% menor de ter infarto ou desenvolver doenças cardíacas.

A melhor forma de dividir seus sentimentos
Essa é uma necessidade natural de todo ser humano: compartilhar experiências e sensações. “A cumplicidade explica a ligação que torna os amigos inseparáveis. A compreensão que existe nesse tipo de relacionamento é profunda e marcada por muitas descobertas em conjunto, diferente do que acontece no ambiente familiar onde as posições estão marcadas desde sempre”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos.

Relações amorosas duradouras
O psicólogo John Gottman, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, afirma que ser amigo é uma espécie de “cola” que une marido e mulher em um casamento estável. Ele só concluiu isso depois de duas décadas de pesquisa. “Os casais mais felizes, com relacionamentos de longo prazo, falavam da presença da amizade no casamento e sobre como amar e fazer amor é uma extensão dessa amizade”, conta o especialista. Ainda de acordo com ele, 70% da paixão, do romance e do sexo para os homens decorre da amizade, e a porcentagem é ainda maior para as mulheres.

Amadurecimento longe da depressão
A prática de se relacionar e manter amizades ajuda a amadurecer e isso serve principalmente para as crianças. De acordo com um estudo da Universidade do Maine, nos Estados Unidos, apenas um amigo de verdade já é suficiente para ajudar os pequenos a se desenvolverem psicologicamente e mandaram para longe a depressão, a baixa autoestima, a ansiedade e a depressão.

Físico em forma!
Ter amigos nos livra de muitos problemas relacionados à depressão e ao tédio. “Pessoas depressivas tendem ao sedentarismo e a uma dieta desequilibrada”, explica o cardiologista Juliano de Lara Fernandes, do Instituto do Coração, em São Paulo. Portanto, estreitar os laços significa diminuir o risco de estar acima do peso. Além disso, um estudo da Universidade de Bristol, no Reino Unido, apontou que, se seus melhores amigos praticam atividades físicas, as chances de você também sair do sofá são grandes. Tudo por conta da capacidade de influência das amizades.

 

Fonte: http://minhavida.uol.com.br/conteudo/13143-Oito-beneficios-que-a-amizade-traz-para-sua-vida.htm?ordem=7#gal, acesso em 20/07/2011.

Para pais e educadores…

terça-feira, julho 19, 2011 8:54
Postado na Categoria Alunos, Educadores, Família

Recebi ontem essa matéria por e-mail e gostei bastante. Vale a pena refletir e mudar posicionamentos.

Excelente semana a todos!

Juliane Cursino

 

Meu filho, você não merece nada

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada – ELIANE BRUM

 

ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê(Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua(Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.
(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

Link interessante

segunda-feira, junho 6, 2011 9:54

Iniciamos a semana com um link da uol: http://www1.folha.uol.com.br/saber/924706-professores-nao-acreditam-que-alunos-irao-concluir-ensino-medio.shtml

Quem puder ler a matéria completa, aproveite!

Sempre acreditei na frase que para toda ação existe uma reação. Professores desmotivados é igual  a alunos desmotivados. Não há como ser diferente.

As vezes paro pra pensar e fico perplexa com a educação pública em nosso país. Vejo que a culpa não é somente do sistema, e sim da sociedade, dos políticos, dos profissionais envolvidos… Vale a pena refletir!

 

Até breve.

 

Profª Juliane Cursino

Voltando…

segunda-feira, junho 6, 2011 9:44
Postado na Categoria Cursos

Depois de mais um  período ausente, volto animada e com  muitas ideias. Minha rotina está muito mais acelerada, mas acredito que irei conseguir me dedicar para o PedEduca. Volto com o objetivo de não só postar matérias sobre educação, mas como de contar sobre minha experiência diária como educadora, bem como mostrar que além de educadora, sou mulher, empresária, dona de casa,  madrinha, filha, irmã, afilhada….

Ótima semana a todos!

Profª Juliane Cursino

Antes tarde do que nunca…

sexta-feira, fevereiro 11, 2011 9:39

Deputados querem priorizar qualidade da educação em 2011

Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011 – 0 comentário(s) – 32 Visualizações

Fonte: http://www.nota10.com.br/noticia-detalhe/7297_Deputados-querem-priorizar-qualidade-da-educacao-em-2011

Nos últimos anos, com a ampliação do acesso ao ensino fundamental e os baixos índices alcançados pelos estudantes brasileiros em exames internacionais – o Brasil ocupa o 53º lugar no ranking de 65 países participantes do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, o Pisa –, a qualidade da educação tornou-se tema recorrente na agenda política.

O assunto foi tratado pela presidente da República, Dilma Rousseff, durante a abertura dos trabalhos do Legislativo, no último dia 2. No evento, ela enfatizou o fato de que o avanço tecnológico do País depende de melhorias na qualidade da nossa educação. Mas, para o deputado Ivan Valente (Psol-SP), o governo peca ao citar “genericamente os desafios do país, sem propor medidas efetivas”.

De acordo com a Agência Câmara, o assunto não é novo no Congresso. Na Câmara, pelo menos 30 propostas preveem medidas que variam entre: estabelecimento de padrões para as avaliações de ensino; responsabilização de gestores públicos na melhoria da educação; garantia de formação dos professores; concessão de benefícios aos profissionais do magistério; entre outras.

Gastão Vieira (PMDB-MA) lembra também que a Câmara já promoveu seminários internacionais sobre o tema. “O Congresso já vem trabalhando há bastante tempo em favor da valorização dos professores, da ampliação do acesso à educação e da melhoria da infraestrutura nas escolas”, disse.

Para Gilmar Machado (PT-MG), contudo, o destaque dado ao assunto pela presidente em seu discurso deve dar agilidade aos debates: “A educação sempre foi debatida, mas quase nunca priorizada. A decisão de tornar esse tema prioritário vai facilitar o nosso trabalho, pois não precisamos mais convencer o governo de sua importância”.

Tecnologia na Educação

quarta-feira, janeiro 26, 2011 8:59
Postado na Categoria Alunos, Educadores, Escola, Família

Pela manhã me deparei com essa matéria no site do Terra. Sem dúvida ter um iPad facilitaria e muito a vida dos estudantes. Eu mesma estou tentando me acostumar com essa incrível “ferramenta”. Isso mesmo, para mim o tablet é uma ferramenta na qual utilizo para trabalhar e facilitar minha vida, substituindo as apostilas e os livros. Saber utilizar adequadamente é a mais difícil tarefa, principalmente quando utilizado por crianças e adolescentes.

O programa de incentivo é ótimo e apoio a ideia.

O que me entristece é saber que o Brasil está longe dessa realidade. Mal utilizamos os computadores nas escolas, muitas máquinas ficam guardadas na biblioteca e quando estão no laboratório, não são utilizadas pelos professores e alunos.

Boa reflexão!

Juliane Cursino

Fonte: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http

Escola dos EUA torna obrigatório uso de iPad pelos alunos

Uma escola privada do estado americano do Tennessee exigirá o uso de iPads pelos estudantes de 8 a 18 anos com o objetivo de substituir os livros didáticos pelos tablets eletrônicos, informa nesta terça-feira a imprensa local.

A Webb School of Knoxville oferecerá aos alunos com menos recursos opções de aluguel de iPads, que custam no mercado americano US$ 500, indica Jim Manikas, diretor de tecnologia da instituição. Ele explica que a medida também representa uma questão de “saúde” para os alunos, que, com o uso de tablets, deixam de carregar muitos livros e evitam mochilas pesadas.

“Temos alunos que carregam quase 20 kg de livros didáticos, enquanto um iPad pesa menos de 1 kg”, afirma Manikas em declarações à imprensa americana. Os funcionários da escola afirmam que sites de redes sociais como Facebook e Twitter terão acesso bloqueado dentro da instituição.

Elli Shellist, professora de inglês da Webb School, se mostrou “entusiasmada” com a medida. “Há coisas que podemos fazer muito melhor com esses tablets eletrônicos do que em textos de papel”, disse.

A escola do Tennessee se soma assim a outras instituições educacionais como a Seton Hill University, no estado da Pensilvânia, e a Universidade de Notre Dame, em Indiana, que anunciaram cursos exclusivamente por meio de iPads.

Fonte:http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI4910374-EI12882,00-Escola+dos+EUA+torna+obrigatorio+uso+de+iPad+pelos+alunos.html