Vamor lutar por um mundo mais justo?

quinta-feira, julho 1, 2010 9:36
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Brincadeiras x Bullyng

quinta-feira, maio 20, 2010 12:20

 

Fonte: http://1.bp.blogspot.com/_4OzRz0hdc3w/SrRLslHwA-I/AAAAAAAAH-w/-TG7IoGqlGQ/s400/BullyingBirds_flash.jpg

Ao ler essa matéria hoje, confesso que fiquei surpresa com a decisão do  juiz.

Como educadora, posso dizer que a prática do bullying faz “estragos” na vida de um adolescente ou de uma criança. Porém, temos que nos atentar para que decisões como essa não virem modismo. Isso é preocupante!

Alunos se falam, brincam entre si o tempo todo. Na faculdade, vejo brincadeiras que por muitas vezes julgo infantis. Saber diferenciar brincadeiras de bullying não é tarefa fácil.

Para os pais, que estão de fora do ambiente escolar, fica claro a prática, afinal não gostamos de “brincadeiras inconvenientes” com os nosso filhos,  não é mesmo?

Mas o que é negativo para os pais, pode  não ser para um educador, que está acostumado com tais comportamentos.

Vale refletir sobre o assunto. O mais importante disso tudo é não prejudicar ou rotular nenhum dos alunos envolvidos. Pois nesse momento, ambos sofrem com as brincadeiras dos colegas.

O que acham??

Abraços.

 Juliane

___________________________________________________________________

 

Pais de estudante terão que indenizar vítima de bullying

Um estudante da 7ª série de um colégio particular de Belo Horizonte foi condenado a pagar uma indenização de R$ 8 mil pela prática de bullying – atos de violência psicológica e física, intencionais e repetidos – contra uma colega de sala. Em decisão publicada hoje, o juiz Luiz Artur Rocha Hilário, da 27ª Vara Cível da capital mineira, julgou razoável o valor da indenização por danos morais e considerou comprovada a existência de bullying contra uma adolescente, parte requerente no processo. A defesa dos pais do estudante informou que irá recorrer.

Na ação, a aluna do colégio Congregação de Santa Doroteia do Brasil relatou que, em pouco tempo de convivência escolar, o colega de sala passou a lhe colocar apelidos e fazer insinuações. As “incursões inconvenientes”, afirmou, passaram a ser mais frequentes com o passar do tempo. Os pais da menina alegaram que procuraram a escola, mas não obtiveram “resultados satisfatórios”. Além de indenização por danos morais, a estudante requereu a prestação, pela escola, de uma orientação pedagógica ao adolescente, o que foi negado pelo magistrado.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas, Marco Aurélio Garzon Moreira Cesar e Jacqueline Alves Moreira Cesar, pais do adolescente, afirmaram no processo que há uma “conotação exagerada e fantasiosa” sobre a relação existente entre os menores. O casal classificou os episódios como brincadeiras entre adolescentes, que não poderiam ser confundidas com a prática do bullying. E afirmaram que o menor, após o ajuizamento da ação, também sofreu danos morais, passando a ser chamado de “réu” e “processado”.

Atitudes inconvenientes

O juiz, porém, considerou comprovada a existência do bullying, ressaltando que a discussão envolvendo a prática é nova no âmbito judicial. “O dano moral decorreu diretamente das atitudes inconvenientes do menor estudante, no intento de desprestigiar a estudante no ambiente colegial, com potencialidade de alcançar até mesmo o ambiente fora do colegial”, afirmou na sentença. “As brincadeiras de mau gosto do estudante, se assim podemos chamar, geraram problemas à colega e, consequentemente, seus pais devem ser responsabilizados, nos termos da lei civil.”

O advogado Rogério Vieira Santiago, que representa os pais do adolescente, classificou a decisão como “absurda” e “fora da prova dos autos.” Ele disse que a decisão não poderia ser divulgada pelo TJ mineiro e acredita que a responsabilidade por qualquer comportamento deveria ser atribuída ao colégio. “Se por acaso algum comportamento ruim houve do menino, pior ainda é da escola privada, de classe alta. Se alguém fez, alguém permitiu”.

Segundo Santiago é “muito simples eximir a escola”. “Os pais não ficam agarrados com os filhos o dia inteiro. Você entrega à escola. Ela é que tem o dever de zelar pela integridade física e moral dos meninos intramuros”. No processo, o representante do colégio declarou que todas as medidas consideradas pedagogicamente essenciais foram providenciadas.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/05/20/pais-de-estudante-terao-que-indenizar-vitima-de-bullying.jhtm

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Para refletir…

sexta-feira, maio 14, 2010 11:32

Postura

sexta-feira, maio 14, 2010 11:24

 

Vejo essa imagem e me pergunto: De quem é a culpa? Dos pais ou dos educadores?

É possível montar um artigo, defender uma tese e até mesmo fazer um congresso para discutir essa imagem.

O que acham? Opinem!

Saudações.

Juliane Cursino

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Síndrome do Perter Pan…

sexta-feira, maio 14, 2010 11:15

Fonte: http://biasayao.files.wordpress.com/2009/10/1peter_pan800×600.jpg

Olá caros colegas!

Hoje acordei cedo, com o corpo doendo devido ao frio que passei ontem. Sempre me arrependo, mas por muitas vezes prefiro colocar uma roupa da qual imaginei no dia anterior, e mesmo que o dia H esteja frio, insisto com a roupa (nada quente) que pensei anteriormente. Resultado de tudo isso… as vezes passo muito frio e as vezes passo muito calor. Quantas vezes, mesmo sabendo que no colégio teria um evento, e que certamente eu andaria muito, subiria e desceria escadas, mesmo assim, ia com salto 10 e agulha. Muitos achavam loucura, mas passava o dia feliz, pois era daquela maneira que eu queria estar. Coisas de mulher!

Bom… vamos lá.

Deparei-me pela manhã com uma reflexão da Rosely Sayão:

 

Juventude e maturidade

O relacionamento dos pais com os filhos adolescentes não tem sido fácil. Além da fase complexa pela qual os jovens passam e que os leva a agir de modo diferente do que seus pais estavam acostumados – e que deixa os adultos um pouco perplexos e sem ação-, a situação está ainda mais difícil por causa de nossa cultura em relação à juventude.

Ser jovem deixou de ser uma etapa da vida para se transformar em um estilo de viver. Isso significa que, quando a criança entra na adolescência, ela passa a se relacionar com adultos iguais a ela, ou seja, tão jovens quanto ela. Na questão educativa, esse é um fato complicador. A adolescência é o tempo de amadurecer, mas, se os pais não ajudarem o filho a entrar na maturidade, ele continuará a agir de modo infantilizado.

Todos conhecem jovens que estudam e… só. No restante do tempo da vida, eles consomem, frequentam festas, namoram e desfrutam da sexualidade, jogam, ficam na internet. Em resumo: eles estudam sob uma enorme pressão de êxito não apenas por parte da família como de toda a sociedade e permanecem prisioneiros de seus caprichos impulsivos.

Para muitos, esse é o momento de buscar desafios para evitar o tédio que se instala nesse tipo de vida. Alguns encontram as drogas, outros desafiam a morte por meio de, por exemplo, esportes radicais, outros se dedicam exaustivamente ao culto do corpo perfeito e muitos outros ficam doentes. O índice de suicídio entre jovens tem crescido no mundo todo, inclusive no Brasil. Aqui, tem aumentado a taxa que envolve a população entre 15 e 29 anos de idade.

Isso significa que eles precisam muito dos pais nesse momento da vida. E o que seus pais podem fazer?

Em primeiro lugar, podem bancar o lugar de adultos perante o filho adolescente, não esmorecer nem tampouco desistir, por mais árdua que a tarefa educativa pareça. É preciso lembrar que pode ser difícil, mas impossível não é, como tenho ouvido muitos pais declararem.

O filho precisa da ajuda dos pais, por exemplo, para aprender a retardar e mesmo suspender o prazer que busca, para saber dividir seu tempo entre várias atividades e obrigações, para se abrir para as outras pessoas e buscar modos de viver bem com elas. Precisa de auxílio também para colaborar com o grupo familiar e para dar conta de várias outras responsabilidades consigo mesmo e com os outros, para desenvolver virtudes e para, sempre que conjugar o verbo “querer”, aliar a ele outros dois: o “dever” e o “poder”.

Para tanto, os pais precisam aprender a ceder algumas vezes e a ouvir o que seu filho diz – seja por meio de palavras, seja por atitudes. Ouvir não significa atender, mas considerar a dialogar e a negociar. E essa talvez seja a palavra chave do relacionamento entre pais e filhos dessa faixa etária.

Negociar conflitos e demandas com o filho é uma maneira de os pais o ajudarem a perceber que ele pertence a um grupo que segue alguns valores e princípios que são inegociáveis, mas que, ao mesmo tempo, reconhecem o crescimento do filho e, por isso, valorizam sua busca de autonomia. Mas essa negociação deve priorizar a exigência do desenvolvimento de sua maturidade.

A responsabilidade dos pais é grande nesse momento da vida do filho e não apenas com a família e com ele próprio. Afinal, são esses jovens adolescentes que serão os responsáveis por nosso futuro bem próximo.

Categoria: Folha Equilíbrio

Escrito por Rosely Sayão às 10h09

Fonte: http://blogdaroselysayao.blog.uol.com.br/arch2010-05-01_2010-05-15.html, acesso em 14/05/2010, às 7h

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Como educadora, vejo esse comportamento com muita freqüência, e prefiro pensar na solução e como modificar tal situação, do que pensar o porquê isso acontece.

Nós professores temos que nos atentar para essa situação, pois por muitas vezes já presenciei professor com pensamentos e comportamentos de adolescentes. Pode parecer um absurdo, mas isso acontece muito e em todos os lugares e regiões. Já  precisei atender aluno e professor, e ambos se competiam o tempo todo na minha frente. Momento delicado, pois naquela hora, naquela ocasião, o professor precisava e deveria se comportar como educador e não com um aluno.

Reflitam sobre tudo isso! Leiam sobre a síndrome do Peter Pan, “síndrome do homem que nunca cresce”.

Um grande abraço.

Juliane Cursino

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Para Reflexão…

quarta-feira, maio 12, 2010 14:30

 

Fonte: http://estudandopsicologia.files.wordpress.com/2009/09/200px-rubem_alves_caricat.jpg, acesso em 12/05/2010, às 14h27

Adoro ler artigos sobre a Educação. É algo que me fascina e me envolve. Confesso não ser uma leitora assídua sobre todos os assuntos importantes: tecnologia, política, petróleo… Mas na medida do possível e do meu humor, procuro ler sempre. Sou fã da Veja, pois de uma maneira simples e fácil, ficamos antenados sobre todos os assuntos que estão na mídia.

Recebi hoje três leituras, dois textos de auto-ajuda e um artigo de um grande ídolo particular, Celso Antunes.

Como me envolvo com suas palavras, pensamentos e visões. Ele me seduz com seus apontamentos e com suas verdades. De uma maneira muito simples e direta, Celso Antunes aborda temas de uma forma única.

Segue um texto que conheci hoje. Excelente leitura a todos!

 

 

_____________________________________________________________________

 

 

Primeira lição para os educadores

 

            Tenho uma grande ressonância espiritual com Herman Hesse. Comovo-me, de maneira especial, a figura de Joseph Knecht, que é o personagem central do seu livro O jogo das contas de vidro. Joseph Knecht era o líder espiritual, o magister ludi de uma ordem monástica que se dedicava ao cultivo da beleza. Ele, mestre supremo, era o músico, interprete de Beach. Havia atingido o ponto máximo que um homem pode atingir. Não havia altura maior que ele pudesse galgar. No entanto, com sua velhice, acontece uma mudança no seu coração – igual a mudança que acontecerá no coração de Zaratustra, depois de dez anos de solidão no alto de uma montanha. Começou a sentir uma dolorosa nostalgia por uma coisa muito simples, muito humilde. Começou a desejar que os últimos anos de sua vida fossem gastos não nas alturas onde ele se encontrava, mas nas planícies onde os homens comuns viviam. Veio-lhe o desejo de descer (tal como aconteceu com Zaratustra, depois de dez anos nas alturas das montanhas…) para educar uma criança, uma única criança, que ainda não tivesse sido deformada pela escola.

            Hesse era apaixonado pela educação. Declarou que, de todos os assuntos culturais, era o único que lhe interessava. Mas o curioso é que, ao mesmo tempo, ele sentia um horror pelas escolas – lugar onde as crianças eram deformadas. Nós dois poderíamos ter sido amigos. Sentimos igual. A educação é a paixão que queima dentro de mim. E, no entanto, olho para as escolas com desconfiança…

            Estremeço quando dizem que há entrevistadores de televisão e de jornais a minha espera. Sei, de antemão, a primeira pergunta que vão me fazer. “O que é que o senhor acha da educação no Brasil?” A pergunta é banal porque eles já esperam uma resposta estereotipada. Querem que eu denuncie a falta de verbas, a condição de indigência dos professores, o mau aproveitamento dos alunos etc. Mas isso todo mundo já sabe. É um equivoco pensar que com mais verbas a educação ficará melhor, que os alunos aprenderão mais, que os professores ficarão mais felizes. Como é um equivoco pensar que, com as panelas novas e caras, o mau cozinheiro fará comida boa. Educação não se faz com dinheiro. Educação se faz com inteligência. E ai, frustrando as expectativas dos entrevistadores, eu falo sobre coisas lindas que estão acontecendo por esse Brasil afora, no campo da educação. Porque o fato é que, a despeito de todas as coisas ruis e andando na direção contraria, há professores que amam seus alunos e sentem prazer em ensinar.

            Não há nada que tenha ocupado tanto o meu pensamento quanto a educação. Não acredito que exista coisas importante para a vida dos indivíduos e do país que a educação. A democracia só é possível se o povo for educado. Mas ser educado não significa ter diploma superior. Significa ter a capacidade de pesar. Diplomas somente atestam que aqueles que os têm são portadores de um certo tipo de conhecimento. Mas ser portador de um certo tipo de conhecimento não é saber pensar. É ter arquivos cheios de informações. Nossas universidades são avaliadas pelo número de artigos científicos que seus cientistas publicam em revistam internacionais em línguas estrangeiras. Gostaria que houvesse critérios que avaliassem nossas universidades por sua capacidade de fazer o povo pensar. Para a vida do país, um povo que pensa é infinitamente mais importante que artigos publicados para o restrito clube internacional de cientistas.

            É muito fácil continuar a repetir as rotinas, fazer as coisas como têm sido feitas, como todo mundo faz. As rotinas e repetições têm um curioso efeito sobre o pensamento: elas o paralisam. A nossa estupidez e a nossa preguiça nos levam a acreditar que aquilo que sempre foi feito de um certo jeito deve ser o jeito certo de fazer. Mas os gregos sabiam diferente: sabiam que o conhecimento só se inicia quando o familiar deixa de ser familiar; quando nos espantamos diante dele; quando ele se transforma num enigma. “O que é conhecido como a familiaridade”, diz Hegel, “não é conhecido pelo simples fato de ser familiar”.

Dediquei grande parte de minha vida ao ensino universitário e tive muitas experiências boas. Mas a sensação que tenho é que, nas universidades já é tarde demais. Os costumes e as rotinas já estão por demais sacralizados. Aqui o processo de deformação a que se referiu Hesse já atingiu um ponto irreversível. Sinto o mesmo que sentiu Joseph Knevht, no final de sua vida. Quero voltar às origens. Quero me encontrar co o pensamento no momento mesmo em que ele nasce.

Lembre-se de minha crônica, “Animais de corpo mole”. Comecei como Piaget, dos moluscos, animais de corpo mole que tem a fazer conchas para sobreviver. Usei os moluscos como metáforas do que acontece conosco, animais de corpo mole que, a semelhança dos moluscos, temos também que fazer casas para sobreviver. Toda atividade humana é um esforço para construir casas. Casas são o espaço conhecido e protegido onde a vida tem maiores condições de sobreviver. Espaço familiar. Piaget sugeriu que o corpo deseja transformar o espaço que o rodeia numa extensão de si mesmo. Esse espaço, extensão do corpo, é a nossa casa. Da necessidade de construir uma casa surge a ciência dos materiais – física mecânica, a hidráulica, o conhecimento e o domínio do fogo. Da necessidade de comer surgem as ciências das hortas da agricultura. Da necessidade estética de beleza surge a ciência da jardinagem. Da necessidade de viajar para caçar e comerciar surge a ciência dos mapas – a geografia. Da necessidade de navegar surge a astronomia. E assim vai o corpo, expandindo-se cada vez mais, para que o espaço desconhecido e inimigo ao seu redor se transforme em espaço conhecido e amigo. Até mesmo o universo… Se os homens olharam para os céus e pensaram astronomia e astrologia é porque viram a abóboda celeste e as estrelas como o grande telhado do mundo. O universo é uma casa. Karl Popper, no prefácio ao seu livro A lógica da investigação cientifica, diz da inspiração original da ciência (por oposição aqueles que a pensam como a produção quantitativa de artigos a serem publicados em revistas internacionais) que ela procurava compreender o universo onde vivemos. Era preciso conhecer essa casa enorme onde moramos para nos sentirmos em casa. Um universo que se conhece é um universo que faz sentido. “Quanto a mim”, ele diz, “estou interessado em ciência e em filosofia somente porque eu desejo saber algo sobre o enigma do mundo no qual vivemos e o enigma do conhecimento que o homem tem deste mundo. E eu creio que somente um reavivamento no interesse desses enigmas pode salvar as ciências e a filosofia das estreitas especializações e de uma fé obscurantista nas habilidades especiais dos especialistas e no seu conhecimento e autoridade pessoais”.

“O enigma do conhecimento que o homem tem deste mundo”: é nesse ponto que a filosofia da educação tem seu início. Onde nasce nosso desejo de conhecer? Para que conhecemos? Como conhecemos? Essas são as questões que me preocupam. E é por isso que eu estou interessado no conhecimento, no momento exato do seu nascimento. Quero vê-lo nascendo, como uma criança sai do corpo da mulher. O conhecimento dos moluscos e de outros animais sobre a arte de construir casas nasce com eles. Mas não nasce conosco. Nascem os ignorantes. Que forças nos arrancam da ignorância? Que poder penetrou no corpo mole do homem e o engravidou, transformando-o num pensador? Que poder foi esse que transformou o cérebro em útero? E que forças o ajudam a nascer?

Para ter resposta a essas perguntas basta observar esse milagre acontecendo na vida de uma criança

Primeira lição para os educadores: A lição não é ensinar as crianças. A questão é aprender delas. Na vida de uma criança a gente vê o pensamento nascendo – antes que a gente faça qualquer coisa…

  Rubem Alves.

Educador, escritor, psicanalista,                                    professor da UNICAMP; Escreve estórias para crianças e adultos Cronista do jornal Correio Popular de Campinas e articulista da Folha de São Paulo.

                                    

 

 Fonte: http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_colunas/r_alves/id200301.htm , acesso em 12/05/2010, às 11:48.

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Dia da Educação é comemorado hoje; pedagogo defende criação de Procon específico

quinta-feira, abril 29, 2010 16:19

da Reportagem Local 

No Dia da Educação, comemorado nesta quarta-feira, especialistas que participarão do 17º Educador Congresso Internacional de Educação foram convidados para comentar a importância da data. O congresso acontece em conjunto com a 17ª Educar Feira Internacional de Educação e o 6º Educador Management Seminário de Gestão em Educação entre os dias 12 e 15 de maio, em São Paulo. 

Para Júlio Cezar Furtado, pedagogo, doutor em ciências da educação pela Universidade de Havana (Cuba) e mestre em educação pela UFRJ, a data deveria servir como motivo de mobilização e reflexão. “É um dia em que se tenta sensibilizar a sociedade para a questão da educação e deveria ser assumido pelos educadores. É um dia, teoricamente, dedicado à reflexão dos educadores e das famílias, para conscientizar sobre a necessidade de se ter uma educação de qualidade e, sobretudo, deixar claro o que é uma educação de qualidade. No Dia Nacional da Educação deveríamos clamar por um ‘Procon’ [órgão de defesa do consumidor] específico do setor”. 

Nilbo Nogueira, doutor em educação pela PUC-SP e mestre em educação pela USP, pondera sobre a questão da aprendizagem e a tecnologia. “Se a metodologia não for alterada, não há milagre tecnológico que possa dar conta de todos os problemas educacionais.” No 17º Educador, Nogueira apresentará em seu debate a palestra “Metodologia x Tecnologia: Questionamentos e Inovações para uma Nova Escola”. 

Mário Sérgio Cortella, doutor em educação pela PUC-SP, lembrou o legado deixado pelo educador Paulo Freire, cujas ideias são consideradas importantes até hoje. “Paulo Freire, falecido em 2 de maio de 1997, menos de uma semana depois do Dia Nacional da Educação, nos deixou inúmeras obras fundamentais, sendo que uma delas foi a ‘Pedagogia da Esperança’; por outro lado, pouco tempo antes de nos deixar, houvera registrado algumas contundentes reflexões que foram publicadas postumamente sob o título ‘Pedagogia da Indignação’. Ambas as palavras, esperança e indignação, cabem bem dentro do conceito de educação e, mais ainda, da educação escolar. Esperança ativa na construção da dignidade coletiva e indignação impaciente com qualquer ameaça à fraternidade decente.” 

  Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u727125.shtml 

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Novidades do PedEduca

terça-feira, março 30, 2010 17:36
Postado na Categoria Cursos

 

Pessoal, aguardem as novidades do PedEduca: sorteios de brindes, novos artigos, novos escritores e muito mais.

 

Contagem Regressiva!

 

Saudações,

Equipe PedEduca

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Professor ensina cego a ter visão

sexta-feira, março 19, 2010 10:40

Esse é mais um belíssimo exemplo do poder da educação. Professores ensinaram cegos a fotografar. É algo que inicialmente pareceria absurdo –o resultado você pode ver no www.catracalivre.com.br. Daí se constata até onde um professor consegue chegar, mesmo nas situações mais difíceis.

O Senac ensinou um grupo de cegos não apenas a fotografar, mas a usar a máquina pra denunciar –é como se, na prática, ganhassem uma visão. O grupo se dedicou a denunciar a difícil acessibilidade das ruas de São Paulo e, usando os mais distintos sentidos, está mostrando agora seu trabalho numa exposição.

Esse caso serve como símbolo para que a sociedade valorize cada vez mais o professor que, se estimulado, é capaz de fazer, de certa forma, até um cego ganhar visão.

Um mau professor é capaz de fazer justamente o contrário –impedir que alguém enxergue o mundo.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u708578.shtml

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Google Earth permite entrar em edifícios famosos de Barcelona

quinta-feira, março 18, 2010 11:24

MADRI (Reuters) – Os edifícios mais emblemáticos de Barcelona poderão ser percorridos virtualmente em três dimensões, graças a um novo aplicativo do Google Earth, serviço de informação geográfica do Google, revelado nesta quinta-feira.

Mediante um passeio virtual, o usuário poderá visitar tanto as construções medievais da cidade catalã como os grandes exemplos de modernismo da arquitetura contemporânea.

A começar pela Sagrada Família, o passeio virtual desce até o centro da cidade para mostrar a Catedral de Barcelona e continua até a Casa Milá, para depois se adentrar a arquitetura moderna visitando a Torre de la Collserola, ou a Torre Agbar, entre outros edifícios, segundo comunicado da empresa.

O passeio pode ser acessado pelo site http://earth.google.com/ ativando a opção para ver edifícios em três dimensões.

A ferramenta foi desenvolvida por usuários, em colaboração com o Google, através de seus programas de modelação gratuitos SketchUp e Building Maker.

(Reportagem de Diego Hernández)

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1525858-6174,00-GOOGLE+EARTH+PERMITE+ENTRAR+EM+EDIFICIOS+FAMOSOS+DE+BARCELONA.html

Mais um belo projeto do Google. Fantástico realizar uma atividade com os alunos.. é uma visita ao museu a distância. Envolvente!Abraços.

Juliane

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